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Dicas Kime



Karate e Gestão

15/07/2011

 Karatê e Gestão

 

Um dos sucessos do Japão é o seu sistema de trabalho. Seus produtos se destacam pela qualidade e, ao mesmo tempo, conseguem alinhar estratégia de liderança, de custo e também serviços com alto valor agregado. Este sucesso se deve a algumas das práticas milenares oriundas das artes marciais e de outras atividades que adotam, com muita disciplina, os mesmos métodos.

Uma das práticas que podemos classificar como método é o Kata , uma modalidade de competição do Karatê. A palavra Kata, traduzida do japonês, significa “maneira pela qual as coisas são realizadas”, uma espécie de coreografia, uma luta imaginária composta de uma sequência de defesas e ataques, um diagrama perfeito. Os mestres que o criaram preconizavam que só deveria ser considerado um Kata depois de praticado 10.000 vezes. São vários Katas e cada um tem um objetivo.

Mas seu uso não se limita apenas às artes marciais: utilizado na cerimônia do chá; para fazer Ikebana, que é arte de fazer as flores; o Kata é um método, um ritual, um cerimonial, que deve ser repetido todos os dias para se chegar à perfeição. Quem pratica passa a ter mais disciplina, autocontrole, mais energia e paz interior. No caso da arte marcial, em que o lema é vencer sem lutar, os samurais venciam pela forma de se posicionar corretamente, com equilíbrio - a sua presença, a forma de agir, evitava ou diminuía o uso da força.

Nos processos das corporações que conseguem o alto desempenho, a base é a adoção de um método utilizado por todos. Chamamo-lo de processo, realizado com muita disciplina, com objetivo de cumprir metas, as quais são mensuradas por indicadores de resultados. Tudo passa a ter um padrão, não se desatualiza, porque dentro do próprio método há mecanismos que levam à melhoria contínua - podemos afirmar que é um Kata.

Em muitas organizações esta prática contribui de forma efetiva com aumento da produção; melhoria de produtos; redução do desperdício, estoque e tempo do ciclo de produção. Mas muitas erram quando esquecem que, para ter de fato bons resultados e satisfação dos envolvidos, é necessário o Kata, ou melhor, que os processos se incorporem à cultura da organização. Quando isso acontece, tudo é feito com prazer, pois se sabe por que se faz e o benefício que gera a todos. Quando não é interiorizado, torna-se maçante, estressante e os movimentos são feitos sem entusiasmo, sem alma, apresentam-se como um processo robotizado, no qual a prática se torna um fim e não um meio.

O mundo multicultural é hoje uma realidade, em razão da globalização, internet, facilidades de viajar. Vivemos da e para a inovação; porém, temos que ter cuidado. Entre as muitas opções há também muito modismo, práticas sem fundamentos, que desaparecem muito rapidamente. Quando falamos em gestão, não podemos entrar na moda, ignorar o fator cultural. Temos opções. Uma delas é olhar mais para o país do sol nascente, onde a cultura corporativa busca nas práticas ancestrais os seus valores. Podemos ir lá, mas é importante valorizar o que temos. O pré-requisito, indiferentemente da escolha, é assumir, ter disciplina e acreditar que temos que praticá-la como se fosse um Kata.

Hélio Mendes

Prof. e Consultor de Estratégia e Gestão

latino@institutolatino.com.br


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